segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

R E F L E X Ã O

R E F L E X Ã O
Na solidão do meu quarto vazio
Sinto-me triste.
Olho ao redor e vejo velhos móveis
A lembrança da infância aviva-se à mente
Lembro-me das brincadeiras tão inocentes
Dos momentos felizes e tristes
E por que tristes ? Não sei.
Neste momento um fio corre-me a espinha
Estremeço, arrepio-me
Mas essa angústia logo passa. Domino-me.
Aliás, sempre consigo dominar-me.
Será que é autodefesa? Quisera saber !
Agora estou assustado, pois duas lágrimas fogem dos olhos
Molhando-me o rosto
Outra vez pergunto-me: por quê ?
Também não sei responder !Será saudade ? Quem sabe !
Será tristeza ? Pode ser !
Recordo que fui maltratado, talvez por peraltice
Quisera saber !
Procuro avidamente um brinquedo antigo
Mas o não encontro.
Será esse o motivo da angústia que me oprime o peito ?
Talvez sim. Quisera saber !
Quero falar, mas a voz não sai.Quero gritar, também não consigo.
Outra vez duas lágrimas se apresentam.
Escorregam pela minha face.
Olho-me no espelho e elas se revelam
Uma simplesmente representa uma infância mal vivida
A outra simboliza o sonho de um homem
Sua frustração por um ideal não atingido.
Num gesto de raiva faço-as desaparecerem
Porém outras surgem.Desta vez maiores
Cristalinas e salgadas
Sorrio estranhamente e sinto o que elas tentam me dizer:
Quem não conheceu as lágrimas,não pode entender o sorriso.

Sidney Tito.

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