sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

GATÃO DE IDADE E MEIA.



GATÃO DE IDADE E MEIA.

O homem em frente ao espelho observa seus cabelos brancos. Franze a testa e vê acentuar não apenas uma ruga, mas dezenas delas. Tenta relaxar a pele e a descontração faz algum milagre, todavia o tempo marcou sua presença. O que o tempo faz, tá feito, não há como retroceder nem remediar : que maldade !
Decide, então, mudar. È agora ou nunca.
Rapidamente veste um conjunto esportivo, calça os  tênis e desafia o calçadão. Parece um Robocop desfilando em escola de samba  no sambódromo. Uma figura !
Sente o suor a escorrer pelo corpo. Passa o dedo  sobre a fronte para expulsar o excesso de suor. Passa uma bela jovem em sentido contrário ao seu trajeto. Traja ela também um uniforme de “marca”. “ Que bela fêmea” ! Pensa o aprendiz de atleta. Por força do hábito, lança um olhar pra trás e se encanta com o sobe-e-desce daquele bumbum arrebitado. De imediato, dá ele meia-volta e decide acompanhar a “gatinha”, mas , aos poucos, vê sua pretensa presa  se distanciar. Ele já não tem mais fôlego e pára exausto. Nessa fração de tempo sua consciência faz um balanço da vida.
Olha para sua volumosa barriga – apelidada de “calo sexual” – que o impede de ver o seu surrado, cansado e preguiçoso “pinto”. Lastima-se. Recorda, com saudade, da Júlia, Ritinha, Débora, Beth, Glória Maria – não a reporter – e de tantas outras que marcaram sua vida de conquistador, mas que não o domaram. Abre um sorriso de triunfo. Lembra das mentiras e falsas promessas feitas a elas. Não importava a ele o meio empregado para conquistá-las, pois o principal seria ter a “caça abatida”, sem escrúpulos ou dó.
Era ele um caçador.
Via passar à sua frente crianças com tranças e sorvetes coloridos, com jogos de plásticos , cornetas e velocípedes. Muitas o chamavam de “tio”, e , pela primeira vez sentiu a “poesia” no pronunciar da palavra “paê”. Talvez ele o fosse, mas não o sabia. Mercê das suas inúmeras aventuras amorosas, poderia ser pai, porém sem registro. Refletiu:
“É, o tempo passou ! Passou e eu não percebi ! Só pensei no presente e não dei importância ao futuro. Tenho bens materiais, mas falta-me a candura do carinho puro e espontâneo. Do contato da pele com a sua própria pele. Do calor envolvente do seu próprio sangue. De ver sua própria miniatura em tenra idade em frente à forma enferrujada e maltratada pelas intempéries do tempo, mas que deu fruto. Fruto bom e regado de cuidados , preocupações e amor. Nesse seu estado d”alma, a emoção se faz mais forte que a razão irracional e estéril. Neste exato momento, na lua ...
São Jorge, aproveitando a raia longa oferecida pela lua nova, puxa as rédeas do seu lindo corcel branco - que vinha em vigoroso galope – e o faz parar incontinente. O fogoso animal empina-se fazendo pose para algum “paparazzo” disparar seu flash e São Jorge aguça os ouvidos para escutar o diálogo entre duas  estrelas fofoqueiras:
- Pobre mortal ! Teve a vida toda para cuidar da vida. Agora já é bem tarde.Diz, uma para a outra.
A amiga de janela e apreciadora de novela responde e conclui:
- O jeito é cuidar da alma, pois o corpo “já era”.

Sidney Tito.

Sidneytito@yahoo.com.br

M Ã E - Simplesmente insubstituível.


                  
          M Ã E  - Simplesmente insubstituível.


M ã e.

Nos teus seios meu eterno berço, onde o calor me faz crescer como gente.
Nos teus seios sacio minha fome, robustecendo meu corpo, ganhando peso e crescendo saudável.
Nos teus seios também abrigas o teu coração, que bate em um ritmo que me faz dormir e sonhar.
Sonhar com anjos tão belos quanto o que dizes de mim.

M ã e.

Como não posso ser eternamente criança, quero trocar de posição no dia consagrado a ti.
Quero te pôr no meu colo, te embalar em meus braços e te fazer dormir.
E que tu sonhes com todos os anjos.
E que junto com todos os anjos eu lá esteja.
E que tu me tenhas como o teu anjo preferido.




By Sidney Tito.

sidneytito@yahoo.com.br

S A U D A D E



S A U D A D E.

Oh ! Que saudade !
Saudade do tempo de rapaz
Época na qual me sentia sempre
Capaz
Quando sonhava os sonhos mais
Lindos
Da vida sempre frenética
De beleza, sonhos e
Paz
Quando via a lua como se fosse a última
Quando amava o sol como se fosse o
Derradeiro
Que sorria sempre
Um sorriso
Verdadeiro
Hoje tenho saudade
Do tempo que não tinha
Saudade..



Sidney Tito
Abril/2008

Feliz Natal


Se o seu Natal é uma                        
ação mecânica movida   
pela  sua  razão, não                     
perca seu tempo; siga em frente!
Mas   Se o seu Natal é                                             reflexo do       sentimento vindo                              
diretamente do   seu coração, me             
   dê um abraço! Estou feliz!


Boas festas! 
Feliz 2009

Sidney Tito

Dia dos Pais


Dia dos Pais


Não basta ser pai!
Tem que ser também:




O Super-Herói do filho
Capitão do time de futebol
“O Cara”
Ser dono do cartão de crédito



Parabéns!


Cortesia
Sidney Tito 

Zé do Burro


Zé do Burro.


Nordestino, sim senhor ! Cabra da Peste ! Bicho doido !

Zé por batismo em homenagem a São José. A alcunha veio pelo lidar com o animal, símbolo da força, da perseverança e pelo fato deste animal se amoldar às dificuldades climáticas e do solo árido.

Zé sonhava em preto e branco. Preto do infortúnio como a falta de oportunidade para estudar. Estudar para aprender a ler, ler para saber, saber para se formar e ser um” doutô”, ser respeitado para poder mandar, dar ordens.

Seu desejo e exemplo de poder e abastança eram focados na figura do Coroné Nepomuceno – dono da região – plantador de algodão, mandioca e criador de bode.

Seu sonho colorido era ser doutô, formado na capitã, para poder mandar no velho coroné. Não por maldade, mas para fazer entender ao velho coroné que não se pode pisar no homem humilde. Esse seu sonho iria de concretizar. Seu “paizinho do céu” o iria ajudar.

Desembarca no Rio – êta cidade grande – e se aloja na casa do “cumpadre Tonho”, pois na vida do descamisado e do sem-teto só a fé em Deus e solidariedade do irmão também abandonado pela sorte os pode ajudar e dar guarida. Para vencer na vida, somente com o fruto do trabalho de sol  a sol. Nada de descanso, quer no sol, quer na chuva.

Assim, Zé do Burro garimpou amigos e mais amigos. Depois de muitos anos fundou uma cooperativa de catadores de lixo. Trabalhou e deu trabalho para quem pedisse e tivesse disposto à labuta. Prosperou, criou pança e foi chamado de “doutô”. Resolve voltar ao seu lugar de origem. Foi de ônibus em vez de “pau-de-arara”.

Não encontra o velho Coroné Nepomuceno, mas faz contato com descendentes dele. E como havia prometido, bota preço na fazenda e a resgata para si. Deu festa de posse com direito a música  de banda, comilança e cachaça. Sua fama  se espalha pela região

Zé do Burro se viu vestido com roupa de festa e botas de couro reluzente. Botou na cabeça chapéu de couro em cuja aba fincou uma pena de gavião presa por um fecho de ouro. Na fivela do cinto largo brilhavam as letras Z e B.. Zé do Burro se viu encarnado na figura do falecido coroné, vinte anos mais moço que aquele.

Manda o capataz buscar Chiquinha do Engenho. Toma uma talagada de aguardente, senta na antiga cadeira de balanço e passa a contar as cabeças de gado:
...um. dois, três .......

-_ Acorda, cabra da peste ! – Um berro interrompe o sono. Zé do Burro acorda sobressaltado.

_ Deus, meu ! Que diacho de sonho doido !

Levanta-se, pega o burro pelas  rédeas e o faz puxar a velha carroça e continua a vida.

“Compro garrafas, alumínio e fogão velho. Pago bem.

Enquanto anda, reclama, cuspindo por entre os dentes: “Pobre não pode sonhar colorido. Quando o consegue , vira pesadelo .



Sidneytito@yahoo.com.br.

REFLEXÃO


R E F L E X Ã O
Na solidão do meu quarto vazio
Sinto-me triste.
Olho ao redor e vejo velhos móveis
A lembrança da infância aviva-se à mente
Lembro-me das brincadeiras tão inocentes
Dos momentos felizes e tristes
E por que tristes ? Não sei.
Neste momento um fio corre-me a espinha
Estremeço, arrepio-me
Mas essa angústia logo passa. Domino-me.
Aliás, sempre consigo dominar-me.
Será que é autodefesa? Quisera saber !
Agora estou assustado, pois duas lágrimas fogem dos olhos
Molhando-me o rosto
Outra vez pergunto-me: por quê ?
Também não sei responder !Será saudade ? Quem sabe !
Será tristeza ? Pode ser !
Recordo que fui maltratado, talvez por peraltice
Quisera saber !
Procuro avidamente um brinquedo antigo
Mas o não encontro.
Será esse o motivo  da angústia que me oprime o peito ?
Talvez sim. Quisera saber !
Quero falar, mas a voz não sai.Quero gritar, também não consigo.
Outra vez duas lágrimas se apresentam.
Escorregam pela minha face.
Olho-me no espelho e elas se revelam
Uma simplesmente representa uma infância mal vivida
A outra simboliza o sonho de um homem
Sua frustração por um ideal não atingido.
Num gesto de raiva  faço-as desaparecerem
Porém outras surgem.Desta vez maiores
Cristalinas e salgadas
Sorrio estranhamente e sinto o que elas tentam me dizer:
Quem não conheceu as lágrimas,não pode entender o sorriso.

Sidney Tito.

O RETIRANTE


O RETIRANTE.

A miséria mora no sertão.

O sol  estava a pino.

Do alto, mesmo não sendo ainda a metade do dia, o astro rei observava toda a agitação cá embaixo.
Ao longe ecoa uma canção de fé entoada pelos cristãos, beatos e devotos de Padre Ciço. È a procissão serpenteada por homens, crianças e mulheres crédulos que suplicam por chuva: nada muda, sempre igual !

“ No céu, no céu, com minha mãe estarei.
“No céu, no céu, com minha mãe estarei”.

Em cada mão um terço e noutra uma vela acesa. Velas que se queimam e que também queimam as mãos de quem as protegem e transportam. Mãos que jamais se unem uniformemente em decorrência da calosidade da pele e dos ossos. Ossos deformados pelo atrito do baque entre a enxada e o solo seco e duro. Ação teimosa e esperançosa no cuidar o chão para plantar o broto da cana e o dente de milho. Milho que vira farinha, farinha que se transforma em papa. Papa que mata a fome e que se come lambendo os dedos.
Dedos que enfeitam as mãos. Mãos calosas que aprenderam a alisar os cabelos encarapinhados  pela  sujeira oriunda da poeira que se eleva do solo tórrido – como se em fuga estivesse. Solo tórrido que bebe sôfrego as lágrimas de quem ainda tem alguma nova angústia ou sofrimento a curar.
Olhos fundos de sofrimento. Olhos sem brilho, mas que tentam ver além do horizonte algo bom e que faça provocar um sorriso na boca banguela. Boca de lábios secos e papilas dilatadas . Papilas que se dilataram  aproveitando-se da metamorfose dos órgãos para conhecer e degustar novos sabores além da carne seca, da carne de sol, da tapioca, do peixe defumado e do calango assado. Papilas que se dilataram na busca por água fresca e já enjoada da saliva escassa e sempre igual. Boca sedenta, boca que murmura e suplica, boca que reza e agradece a Deus por qualquer mínimo que se tenha. Boca que também amaldiçoa a própria vida de desventura. Boca que se cala esperando o que o futuro trouxer.
À medida em que o retirante andava o som da procissão se enfraquecia  ao contrário da saudade que aumentava. Deixava ele  para trás uma mulher grávida e mais um filho barrigudo de olhos remelentos. Os pais alquebrados pelo tempo fariam o papel de provedor. Ele era o único filho vivo. Foram 12 irmãos, assim como foram os 12 apóstolos.
E ele ficou só, tal qual Jesus ! Seguiria pelo deserto não para jejuar, mas em busca de um trabalho na capitá . O trabalho conseguido lhe daria o suficiente para encher a boca e a barriga dos que lá ficaram. Deus – sempre piedoso – haveria de lhe mostrar o caminho do sucesso. Voltaria rico, sadio , com dente de ouro e cordão em volta do pescoço.
Sentiu-se seguido. Parou e olhou para trás. Seu pequeno cão o havia seguido e o encontrara.Trazia na boca uma cobra quase morta.
-    Deus meu ! – exclama atônito.
A cobra coral estava morrendo, mas também fizera sua vítima. O seu querido animal já mostrava as pernas bambas. Caiu ganindo ao ser amparado pelo fiel amigo e dono. Espumou pela boca que se escancarava. Os músculos de retesaram e o corpo inerte se fez .
Seu olhar anuviou-se. Nada mais a fazer.
O coração do retirante tomou um baque, disparou e ameaçou explodir. Acariciou o querido animal. Com raiva  disparou o hastil no centro da cabeça do réptil que teimava em viver.
-    Desgramada  ! mardita ! Fez a desgraça no Paraíso e agora rasga meu coração.
Jogou-a para longe, com raiva.
Com as mãos e com uma pedra em  forma de concha abre uma pequena cova. Traz o corpo inerte do canino e o embala junto ao peito, como se embala a um filho. Grava na retina a última imagem do animal.
Retira da sua trouxa de viagem uma velha e rota camisa de flanela quadriculada e agasalha o cadáver do cão. Enterra-o e cobre a sepultura com pedras e madeiras velhas e retorcidas. Não se vai. Permanece ajoelhado como a encomendar o corpo ao seu Deus. Está magoado. Cobre o rosto com as mãos. Seu peito explode em soluços. E assim permanece por longos e dilacerantes minutos.
Relembra que o cachorro apareceu em sua casa, surgindo do nada. Ambos se entreolharam. O cachorro abanou o rabo e o coração do homem abriu-se para recebê-lo. Desde então, não mais se separaram. Chamou-o de Relâmpago, pois o  achava  rápido demais. Assim, essas duas vidas se entrelaçaram.
Sacou da velha peixeira e improvisou uma cruz. Talhou o nome do animal e fincou  a cruz sobre a cova. Limpou as mãos na velha , encardida e surrada calça e seguiu em frente. Olhou, uma vez mais, para trás e soletrou:

“RE – LA – NPO”.

O retirante bate estrada. A peleja é longa, árdua e dura. Sequer sabe ele da dimensão da empreitada. Sabe que só tem dois finais; a vida ou a morte. Segue firme. O sol castiga-lhe o couro curtido. Vem a noite. O cansaço se apresenta forte, tão forte quanto a índole do andarilho. A noite – com o luar de prata – suaviza o calor. O caboclo se agasalha. Durante alguns dias a rotina não se altera. De dia é só caminhar. À noite o descanso para o corpo moído, suado e fedorento. Bate o desânimo, mas sabe ele que o desânimo representa a derrota e a derrota é o triunfo da morte.
Sua visão é real. Ao longe avista sinal de fumaça. A casa é pequena, irregular e rude como é bem comum na região. Ouve choro. Apura os ouvidos e confirma o que acabara de escutar. Anuncia-se:
_ Oi ! tem gente em casa ?
Aparece à  porta da choupana uma mulher magricela e de cabelos soltos e sujos. Um vestido de chita desbotado e encardido cobre-lhe o corpo frágil, mas deixa à mostra um par de cambitos com inúmeros sinais de sífilis.
_ Se achegue, se for de paz, moço.
A solidariedade do nordestino flui nas veias.
O cabra pergunta o motivo do choro. A mulher o convida a entrar e diz :
_ “Minha mãe” – indica-a. A velha senhora ampara um corpo de bebê, porém já morta.
_ Durou apenas um dia. Veio ao mundo muito fraquinha.Minha filha sequer tinha leite para alimentar a pobrezinha.
_ Que Deus a tenha em seu reino. – diz o viajante, contrito.
O sertanejo ao se deparar com a cena, retira o chapéu da cabeça e o coloca sobre o peito
O respeito intuitivo é outra marca forte do homem rude do agreste.
_ Cadê o pai ? -  Pergunta o homem às mulheres.
_ Saiu pro mundo  quando dei a notícia de que estava embuchada. Nunca mais apareceu. Se arribou de vez. Peste ruim, seu moço !!.
Rezaram uma Ave Maria. O retirante pede à mãe e à avó permissão para  enterrar a criança. Risca na fronte e no peito da criança o sinal da cruz e com  este gesto simbólico transforma o pagão em anjo. Faz o que tem que ser feito. De cabeça baixa e olhos cerrados, resmunga: que sina !!
Antes de seguir a caminhada, reparte o pouco que tem; um pedaço de rapadura, um punhado de farinha, uma cuia de feijão e um pedaço de charque. Seu gesto deixa seu coração mais leve, embora magoado pela tragédia ocorrida.
Encara o sol escaldante. Já não sabe para aonde vai. Perdeu o tino e já se sentia o miolo mole. Um calafrio estranho o faz sentar ao pé do velho e desfolhado juazeiro. Olha para o céu azul de imensidão sem fim. Ele sabe que ali mora Deus.
Bem no alto os urubus voam em círculo à procura de alguma carniça. No galho mais alto da árvore, o gavião observa a cobra. Cobra que tenta encantar o rato. Rato que namora os  ovos escondidos sob pedras.
È o ciclo da vida !
O andarilho já delira. Vê a imagem dos pais, o sorriso falhado da mulher, se encanta com o beijo do filho e se alegra com a corrida do Relâmpago.
È a roda da vida.
No céu os urubus voam em círculo. Mais abaixo o gavião observa a cobra que tenta encantar o rato, rato que namora os ovos.
È o ciclo da vida. È a roda da vida. È a vida girando. È o girar da vida.

Concorreu em Talentos da Maturidade, edição de 2009.

Adeus ao Rei do Pop


E lá se foi Michael Jackson. Uma estrela que se apaga, uma lenda que se perde na longa história da vida. O show é finito ! Leva em sua bagagem uma coleção imensa de "porquês". Os pop stars são por demais cobrados pelos próprios fãs. Passam de anjos a demônios e vice-versa e tudo isso num piscar de flash. Esse é o preço da fama, que lhes dá o falso rótulo de deuses, que lhes empresta a impressão da imortalidade, que lhes deixa prisioneiro dos conceitos, dos preconceitos e dos rótulos. A fama é efêmera. Saber ser ídolo, ou não saber, eis a questão ! Perdi um ídolo. Minha alma está triste. O meu consolo é que o mundo chora a minha dor.