Diante dos últimos fatos noticiados pela imprensa brasileira fico a matutar por que da enorme distância entre o real e o imaginário.
Tento entender o campo real no cenário político nacional, pois sabemos que há aproximadamente 30 partidos , todavia nenhum deles tem identidade básica já que todos não são de extrema-direita, nem de extrema-esquerda. O raciocínio lógico nos leva a classificá-los de “centro”, porém essa qualificação não encontra alento ou lastro dentro do conceito. A mensagem dos partidos torna-se um carimbo; “somos defensores do povo”, pois o “povo se identifica com a proposta do partido”. Ora, não havendo uma definição clara, imagina-se que, diante da mais ampla e diversificada ausência de ideologia, conteúdo programático, lealdade ao país e aos eleitores, os partidos formam uma “sopa de letras”. Nada mais !
O tempero é gerido e dosado pelo Governo Central. Basta uma indicação política aqui, criação de um novo ministério acolá, ampliação de uma secretaria e tudo toma a forma e o sabor que se quer dar ao fato político em evidência. Daí, não haver uma efetiva, coerente e confiável “oposição” que se identifique e faça realçar a vontade do povo.
No imaginário, a “sopa de letras” é posta a cozinhar, mas ao ficar pronta surge uma apetitosa pizza para a qual surge diversos nomes: código florestal, pallocite, mensalão, orçamento sigiloso, campanha política pública, etc, etc. Puxa vida !! Haja pizza !!!
